quarta-feira, 24 de abril de 2013

Movimentos pela valorização da educação



Movimentos pela valorização da educação

A educação pública ainda precisa de muitas melhorias, por isso, com o passar dos anos as greves continuam. Professores da rede pública do país estão em greve este mês. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) convocou a paralisação e pode permanecer por três dias, até quinta-feira (25) ou continuar dependendo dos acordos locais.

“Levantamento feito pelo Terra com base em dados fornecidos pelas secretarias da educação e pelos sindicatos aponta que 11 Estados pagam abaixo de 1.567,00 para um docente com jornada de 40 horas semanais.” (site Todos pela Educação)

Em São Paulo: “A greve ganhou força no seu segundo dia, chegando a 30,5% de paralisação de professores na média do estado, sendo 30,2% de paralisação nas escolas da capital,  27,4% na Grande São Paulo e 33,9% no interior.
Decretada em assembleia estadual com a presença de mais de 20 mil professores no dia 19 de abril, sexta-feira, a greve teve início ontem, 22 de abril, com a presença dos professores nas escolas para dialogar com os estudantes.” APEOESP -  Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo

No Rio de Janeiro aconteceu uma paralisação no dia 22 de abril. Em Ibirité, Minas Gerais, entraram em greve por um mês, entre outras revindicações está o salário, atualmente de 1.215, abaixo do piso nacional. Nesta cidade o planejamento da greve foi em forma de rodízio de professores, e mesmo assim existem matérias que colocam pais e estudantes contra professores. http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2013/03/greve-na-educacao-publica-em-ibirite-completa-1-mes-com-rodizio-de-aulas.html

É complicado mesmo, os pais contam com a escola, porém, para melhorar a educação temos que ter o apoio de todos, não depende somente dos professores. As reivindicações vão além do salário, valorização de todos os funcionários da educação, não apenas professores estão exigindo mais investimento para educação e muito mais.





“A valorização dos profissionais da educação e o direito à educação” em debate

Já é mais que evidente que a educação pública está precária, existem vários movimentos reivindicando está melhoria. Esta semana acontece a Semana de Ação Mundial (SAM) é uma iniciativa da Campanha Global pela Educação (CGE), envolve desde 2003 mais de 100 países. São realizadas diversas atividades para pressionar líderes e políticos para que cumpram os tratados internacionais e as leis nacionais. O tema é “A valorização dos profissionais da educação e o direito à educação”. Além de reconhecer a importância de professores e professoras, a SAM dará a oportunidade de debater a valorização de outros trabalhadores da educação, como merendeiras, pessoal da limpeza, técnicos e gestores. Alguns dos assuntos:
o    política de formação inicial e contínua de qualidade aos docentes;
o    garantia de remuneração segundo a Lei do Piso;
o    planos de carreira;
o    condições de trabalho;
o    gestão participativa das escolas e dos sistemas de educação;
o    financiamento da educação;
o    desafios para o exercício da profissão frente às transformações sociais na atualidade.

A SAM tem atividades em várias cidades. Hoje termina em Belo Horizonte as atividades, que foram realizadas pela Universidade Federal de Minas Gerais. Em São Paulo educadores do Centro Educacional Infantil Luz e Lápis realizam debate com o tema: “Nem herói, nem culpado. Professor tem de ser valorizado!” no dia 30 de abril. Ver programação completa em http://semanaacaomundial2013.wordpress.com/.

Uma proposta interessante seria transmitir estas atividades via internet para pais e estudantes obterem mais informações e interagirem e não ficarem tão dependentes da visão fechada da mídia brasileira. 

terça-feira, 23 de abril de 2013

Não à redução da maioridade penal!


Desgastante esse assunto da redução da maioridade penal, ainda mais diante destes dados.
Este é um dos melhores textos sobre o assunto. Em resumo o ECA não é cumprido, e ainda querem inventar punições para encobrir a negligência dos adultos com crianças e adolescentes.


 “Mais de 8.600 crianças e adolescentes foram assassinados no Brasil em 2010, segundo o Mapa da Violência. Vou repetir: mais de 8.600. Esse número coloca o Brasil na quarta posição entre os 99 países com as maiores taxas de homicídio de crianças e adolescentes de 0 a 19 anos. Em 2012, mais de 120 mil crianças e adolescentes foram vítimas de maus tratos e agressões segundo o relatório dos atendimentos no Disque 100. Deste total de casos, 68% sofreram negligência, 49,20% violência psicológica, 46,70% violência física, 29,20% violência sexual e 8,60% exploração do trabalho infantil. Menos de 3% dos suspeitos de terem cometido violência contra crianças e adolescentes tinham entre 12 e 18 anos incompletos, conforme levantamento feito entre janeiro e agosto de 2011. Quem comete violência contra crianças e adolescentes são os adultos.  Será que o assassinato de mais de 8.600 crianças e adolescentes e os maus tratos de mais de 120 mil não valem a nossa indignação?"


Uma pequena prosa com Maria da Consolação


Lendo sobre Belo Horizonte, vi notícias das disputas das últimas eleições na cidade e fiquei interessada em fazer algumas perguntas para Maria da Consolação.
Maria da Consolação é professora da Rede Municipal e da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Minas Gerais, doutora em Educação pela Universidade de São Paulo. Em 2012 foi candidata à prefeitura de Belo Horizonte pelo PSOL, Partido Socialismo e Liberdade, com a coligação: Frente de Esquerda - BH Socialista - por uma BH Além do Possível (PSOL / PCB). Teve 54.530 votos.
Abaixo uma pequena entrevista sobre os frutos da campanha, orçamento participativo, copa e assunto do momento:

Mari - Você foi candidata à prefeitura de Belo Horizonte em 2012. O que foi mais positivo nesta campanha?

Maria da Consolação - A nossa candidatura foi bem recebida pela população e tivemos uma boa votação, o nosso voto custou 13 centavos e o do Prefeito eleito custou 46 reais, mas quero destacar que a população acima de tudo gostou das nossas propostas, elas tiveram uma boa aceitação. Os debates em curso na cidade sobre alagamentos, transporte, privatização foram apontados por nós nos debates e na propaganda eleitoral.
Portanto, pautar debates importantes para o conjunto da população foi o que consideramos mais positivo.


M - Você acredita no orçamento participativo? Por quê?
MC - Hoje, o Orçamento Participativo não é nem a sombra do seu surgimento nos anos 90, pois naquele momento havia uma expectativa de que a cada ano a fatia do orçamento destinado às regionais aumentasse, e que a população não se limitasse apenas a discutir os recursos destinados especificamente para cada região, mas que discutissem todo o conjunto do orçamento do município: os salários dos cargos eletivos, a dívida pública municipal, os investimentos, os encargos, enfim, que a população pudesse ser partícipe ativa dos destinos das finanças públicas resultados dos impostos pagos pelos belorizontinos.

Defendemos a participação popular em todas as áreas da gestão da cidade. O Orçamento da cidade deve ser 100% discutido e decidido pela população em todas as áreas: saúde, educação, habitação, meio ambiente, transporte, segurança pública, lazer, cultura. Todos os recursos destinados a essas áreas sejam eles de origem municipal, estadual ou federal, deverão passar pelo crivo do debate público e democrático, que deve se instalar nos conselhos populares. Hoje atual modelo do OP recebe cada vez menos parcelas do orçamento municipal.
Todo e qualquer cidadão deve ter acesso aos processos e às etapas de efetivação dos projetos.

M - A Copa do Mundo é grande evento que exige das cidades uma infraestrutura que a longo prazo não tem benefícios para população?

MC - BH tem mais de 2 milhões e meio de habitantes, portanto, as obras da Copa têm que beneficiar a população. A prefeitura está expulsando famílias para fora da cidade. Desabrigou e não reassentou. São obras para agradar a FIFA, que é uma instituição privada e sob inúmeras denúncias de corrupção. Creio que a maioria é a favor da realização da Copa no Brasil. Mas também é a favor que a prefeitura respeite a população e os moradores da cidade. Não há dúvidas que o dinheiro público esta sendo desviado para sustentar as exigências da FIFA e consequentemente esta sendo ou será retirado dos investimentos nos setores da educação, saúde e outros serviços tão necessários à maioria da população.

M- O assunto do momento é sobre a blogueira e cubana Yoani Sánchez. Qual sua visão desta polêmica toda?
 MC- Velha opositora do governo cubano, a blogueira Yoani Sánchez teve um dos seus truques revelados pelo jornalista francês Salim Lamrani. De acordo com uma investigação conduzida por ele, o perfil de Yoani Sánchez  no Twitter é artificialmente "bombado" por milhares de perfis falsos.
Sob o nome de Generación Y, o mesmo do blog que a deixou famosa, o perfil de Yoani  no microblog tem 214 mil seguidores. Considerada pela mídia estrangeira como "influente", ela é seguida por apenas 32 cubanos. 
A sua capacidade de aglutinar forças políticas e políticos afeitos ao autoritarismo e sangrentas ditaduras mostram que esta a serviço de opositores do regime cubano, portando merece pouco crédito daqueles que mesmo tendo críticas ao regime cubano, sabem que o povo cubano vive com o mínimo de dignidade perante os boicotes econômicos e a pressão dos capitalistas sobre a ilha.

M- Para encerrar, fale uma das suas citações favoritas.
MC-   "Quem não se movimenta, não sente as correntes que o prendem" – Rosa Luxemburgo


Entrevista realizada em 23.02.2013

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Consumismo infantil



“Em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin vetou dois Projetos de Lei que tratavam da regulamentação da publicidade infantil. O PL1096/2011 previa a proibição da venda de brinquedos junto a lanches, enquanto o PL 193/2008 restringia a veiculação de publicidade de alimentos não saudáveis entre as 6h e as 21h, em rádios e TV's.”

Os pais mal tem tempo para ficarem com seus os filhos, o tempo com eles é precioso, muitos gastam desmentindo as propagandas e programas. As crianças são bombardeadas por informações, não é uma ofensa para os pais à aprovação de um projeto que restrinja a veiculação de publicidade de alimentos não saudáveis entre as 6h e as 21h, em rádios e TV's.
A sociedade de maneira geral é responsável pela criança. Temos que zelar por ela, como consta no ECA Estatuto da Criança e do Adolescente:
Art. 70. É dever de todos prevenir a ocorrência de ameaça ou violação dos direitos da criança e do adolescente.
  Art. 71. A criança e o adolescente têm direito a informação, cultura, lazer, esportes, diversões, espetáculos e produtos e serviços que respeitem sua condição peculiar de pessoa em desenvolvimento.
   Art. 76. As emissoras de rádio e televisão somente exibirão, no horário recomendado para o público infanto juvenil, programas com finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas.

É claro que os pais são os responsáveis principais pela criança, mas a sociedade tende fazer sua parte. A mídia pode educar ou deseducar: temos desenhos e programas que são excelentes e ao mesmo tempo temos o contrário.
O governador Geraldo Alckmin não aprovou dois Projetos de Lei que tratam da regulamentação da publicidade infantil. Um previa a proibição da venda de brinquedos junto a lanches e o outro restringia a veiculação de publicidade de alimentos não saudáveis entre 6h e 21h, em rádios e TV's.
Muitos pais podem alegar que seu filho não come porcaria, que vai uma vez por semana ou uma vez por mês no McDonald e não vê problema em ter um brinquedinho. Mas muitas vezes, os casos que somos testemunhas oculares, não revela a realidade da maioria.

O filme Criança A alma do negócio http://www.youtube.com/watch?v=49UXEog2fI8
Trás dados interessantes, como por exemplo, o tempo que as crianças ficam em frente da TV: 


A criança brasileira é a que mais assiste TV no mundo
Média de: 4 horas 51 minutos e 19 segundo.
Fonte: IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

É fato que as crianças assistem TV e essa programação pode ser de qualquer jeito? 
Claro que não, temos que analisar, fiscalizar e fazer as modificações necessárias.

Deixo perguntas no ar: A propaganda faz parte da programação infantil? Então porque ela passa no mesmo horário do desenho? Será que o Senhor Governador do Estado de São Paulo não está passando por cima do artigo 76 do ECA, citado aqui no começo desta prosa?

Existe uma indústria do consumo, não podemos achar normal que possam fazer o que querem em busca do lucro, ainda mais quando se trata de crianças!

Um vídeo interessante: História das coisas http://www.youtube.com/watch?v=7qFiGMSnNjw