sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Material de matemática na internet gratuito



Para quem estuda matemática por conta própria vale a pena conferir o material das Olimpíadas Brasileira de Matemática, contém exercícios e gabaritos

sábado, 26 de novembro de 2016

X Seminário Trabalho e Educação: Juventudes e Ensino Médio

Foi muito bom participar do X Seminário Trabalho e Educação: Juventudes e Ensino Médio, organizado pelo Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Trabalho e Educação – GEPTE (UFPA), realizado dias 23 e 24 de novembro, em Belém - PA. 

                                            Foto: Sandy Coelho

Destaco alguns elementos sobre a Medida Provisória n. 746 (flexibilização do Ensino Médio):
- Falsa ideia de Educação Integral: “Como imaginar implantação da educação por tempo integral em uma escola que não tem banheiro ou que precise de fazer rodizio de cadeiras para poder funcionar como a escola Estadual Zequinha Barreto (Pernambuco) ” – Prof. Ramon;

- “O IDBE, Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, vai ser melhorado por conta da Prova Brasil. O novo currículo vai enfatizar o ensino de português e matemática, e isso não significa que a reforma vai melhorar a educação como todo” (fala do Prof. Ronaldo);

“Abala os conceitos de educação pública e gratuita” – prof. Ronaldo;

- A MP fortalece a rede privada;


- Desvalorização das licenciaturas por enfatizar a ideia de saber notório (a princípio na Educação Profissional) e por ser obrigatório apenas as disciplinas de português e matemática (por três anos) e inglês/ metas de maneira superficial. 

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Curso de Especialização em Educação gratuito e a distância


A Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais oferece o curso de Especialização em Educação, Pobreza e Desigualdade Social para  educadores.  Realizado em parceria com o Ministério da Educação. O curso é gratuito e a distância. As inscrições terminam no dia 31.01.2015.
O site para inscrição está fora do ar, por problemas técnicos. Mas a equipe informa por e-mail um novo período de inscrições de 26/01 a 22/02/15.
O público prioritário para participar do curso são profissionais da educação básica pública que atendem estudantes do programa Bolsa Família (coordenadores estaduais e municipais, diretores, agentes educacionais e professores de escolas públicas).

Edital e mais informações




sábado, 25 de outubro de 2014

Estudantes de pós-graduação no Brasil e no exterior apoiam Dilma

Estudantes nos cursos de especialização, mestrado acadêmico, mestrado profissional, doutorado e pós-doutorado divulgam carta de apoio a reeleição de Dilma!

Carta

CARTA ABERTA DO HISTORIADOR E PROFESSOR SIDNEY CHALHOUB (UNICAMP)


A “Velha Corrupção” (carta aberta aos jovens sobre as eleições)
Sidney Chalhoub - historiador, professor da Unicamp

A violência do debate eleitoral no momento causa perplexidade aos jovens de idade semelhante aos que tenho em casa, que talvez acompanhem pela primeira vez, “ligados” de verdade, uma campanha eleitoral dessa importância para o país. Especialmente em São Paulo, a grande imprensa produziu um verdadeiro clima de guerra civil midiática em torno desta eleição, desinforma o quanto pode, confunde e manipula. São anos a fio de fogo cerrado contra o governo, em matérias jornalísticas cujos autores assumem o ar arrogante de ilibados defensores da ética e do interesse público.
A insistência no tema da corrupção, como se o atual governo tivesse inventado semelhante mostrengo, é uma combinação ácida de ignorância e hipocrisia. Vamos primeiramente à ignorância histórica, na qual a grande imprensa chafurda com grande desenvoltura. A corrupção está, por assim dizer, no código genético do Estado brasileiro. Nas primeiras décadas após a Independência, período de formação do Estado nacional, a fonte principal da corrupção foi o tráfico ilegal de africanos escravizados. Ao negociar o reconhecimento de nossa Independência no exterior, o Brasil contou com o apoio da Inglaterra em troca do compromisso de não continuar a capturar e escravizar africanos por meio do tráfico negreiro. Em respeito aos acordos internacionais firmados pelo país, o parlamento brasileiro aprovou uma lei de proibição do tráfico africano em 7 de novembro de 1831. Todavia, os africanos continuaram a chegar. Entre 1831 e o início da década de 1850, quando o tráfico realmente acabou por força da aplicação de uma nova lei, 750 mil africanos foram introduzidos no Brasil por contrabando e escravizados à revelia das leis do país.
O tráfico negreiro ilegal coincidiu com o desenvolvimento da cafeicultura no Vale do Paraíba fluminense e paulista. Em meados do século XIX, era comum que cerca de 80% dos trabalhadores das fazendas de café dessa região fossem africanos ilegalmente escravizados. Para dizer as coisas com clareza: a riqueza dos barões do café e a prosperidade das províncias do Rio de Janeiro e de São Paulo foram construídas por meio da escravização em massa de africanos sequestrados em seu continente de origem e trazidos para o Brasil ilegalmente. O negócio contou com a prática de corrupção em todas as escalas do governo do país e envolveu amplos setores da sociedade, desde os empresários envolvidos no tráfico, outros empenhados em manter a clandestinidade das operações, até os intermediários e fazendeiros que adquiriam os escravizados.
Basta de informação, oferecida aqui apenas para contrabalançar a ignorância histórica de boa parte da mídia nativa. Em especial quanto aos jornalões do Estado de São Paulo, eles deviam enrubescer de vergonha cada vez que insinuassem a virtude própria para enfatizar a corrupção alheia. Um deles, àquela época chamado A Província de São Paulo, foi fiel defensor dos proprietários de gente criminosamente escravizada. Quanto a este assunto, desde a sua fundação, em 1875, foi conivente com a Velha Corrupção. Sim, “Velha Corrupção”, para marcar bem o tamanho histórico do problema que os jornalões cismam de atribuir ao atual governo, apenas no intuito de desinformar e tentar influir no resultado das eleições.
Portanto, chega de hipocrisia, de usar dois pesos e duas medidas. No país independente, a corrupção surgiu junto com o Estado em formação, nele se incrustou e é uma tragédia que aí continue. Assim como continua a grassar na sociedade, como parece óbvio, presente às vezes nas falas dos próprios sujeitos que, ao mesmo tempo, vociferam contra os corruptos no Estado e se dedicam com afinco a viciar concorrências públicas, a bolar estratégias para sonegar impostos diversos, até para ingressar nos aeroportos do país com muambas variadas e outras baixezas do gênero.
Chega de hipocrisia. Onde estava a disposição de investigação da grande mídia quando o governo do PSDB, segundo se dizia, comprava os votos de parlamentares para aprovar a lei que permitiu a reeleição de Fernando Henrique Cardoso? O chamado “mensalão do PSDB mineiro”, origem do outro do qual tanto se falou, por onde anda? As denúncias de irregularidades nas privatizações tucanas de empresas públicas –algumas vendidas a preço de banana- mereceram a devoção investigativa da grande imprensa? Trens? Metrô? Tudo anda assim tão dentro dos conformes em São Paulo, a nossa Tucanolândia?
A corrupção é tema complexo e difícil. Não há governante, no Brasil, que dê cabo disso numa penada. Muita coisa se pode e deve fazer para livrar o país da Velha Corrupção. Para começar, o governo precisa ter disposição para enfrentar o problema e tem de garantir a eficácia e a independência dos órgãos encarregados de investigar, processar e punir os responsáveis. O governo Dilma foi exemplar nesses quesitos. Por conseguinte, a hipocrisia de caluniá-lo por isto é especialmente danosa à democracia e ao atual processo eleitoral.
ESTÁ AUTORIZADA A REPRODUÇÃO EM BLOGS E SITES DE NOTÍCIA
‪#‎DILMA13‬
* * *

domingo, 25 de maio de 2014

Partido do choque de gestão


O senador Aécio Neves (PSDB-MG), candidato do partido à Presidência da República,  defende a liberdade de impressa, mas não defende a liberdade da população se informar. A Justiça de São Paulo negou seu pedido de bloqueio  de pesquisas na internet que relacionam seu nome ao “uso de entorpecentes” e desvio de dinheiro público durante sua gestão como governador de Minas Gerais. Mais informações aqui


Para quem acompanha e no caso acompanhava a página no Facebook intitulada Aécio Never, viu que ela foi constantemente ameaçada, tirada do ar, enfim, perseguida... Sendo que era irônica, mas baseada nas reportagens da grande mídia. 

O choque de gestão para seu partido é dizer que vai fazer algo para melhorar a gestão e não cumprir. Um exemplo é o tratamento que seu colega de partido Anastásia, governador de Minas Gerais faz com professores. O adicional de desempenho não foi pago para a categoria de professores (segundo o vídeo realizado em 2013). E Aécio também deixou sua marca na educação, quando governador do estado de Minas Gerais de 2002 até 2010. 

Esse vídeo abaixo feito por Beatriz, ligada ao sindicato denuncia a situação dos professores na rede estadual de Minas Gerais. Uma parte da descrição do vídeo:

Incomodados com a atuação do Sind-UTE/MG, amigos do senador Aécio Neves fizeram um vídeo em que chamam Beatriz Cerqueira de mentirosa por afirmar que o governo do Estado nunca pagou adicional de desempenho. 

Mas, a coordenadora-geral do Sindicato reafirma que, em 2003, o então governador, Aécio Neves, fez uma reforma administrativa e retirou dos novos concursados o direito a quinquênio e trintenário e propôs o adicional de desempenho, parcela fixa no contracheque. Mas este adicional não foi pago para a educação. No entanto, os autores do vídeo afirmam que a categoria recebia o "novo quinquênio" até 2011. "É muito simples esclarecer essa questão. No vídeo que postamos agora, diversos professores falam que jamais receberam esse adicional de desempenho e é essa a realidade de hoje."